Aproveitando pontos quânticos – pequenas partículas semicondutoras emissoras de luz com dimensões da ordem dos milionésimos de metro – investigadores da Universidade de Washington (UW) desenvolveram uma forma nova e mais focalizada de estimular neurónios no cérebro. Conseguindo “ligar” e “desligar” neurónios e conseguindo monitorizar como é que eles comunicam entre eles, é crucial para compreender – e tratar – várias doenças que afetem o cérebro, como Parkinson, Alzheimer e até certos distúrbios mentais e depressões profundas. A investigação foi publicada anteontem na Optical Society’s (OSA).
Atualmente, investigadores usam elétrodos – na cabeça, ou mesmo implantados no cérebro – para aplicar descargas elétricas para estimular células. Infelizmente, esses elétrodos ativam áreas muito grandes do cérebro. Isso torna impossível o estímulo de uma dada célula específica e a compreensão da comunicação celular, bem como a sua contribuição para o progresso da doença.
Idealmente, os nervos poderiam ser ativados através de um método não invasivo. Um método promissor é a fotoestimulação. Uma equipa de investigadores da Universidade de Stanford alteraram células de nervos de mamíferos para albergar proteínas sensíveis à luz, permitindo aos cientistas ativar e desativar rapidamente estas células, usando feixes de luz. No entanto, o problema deste processo é que estas células controladas pela luz têm que ser geneticamente modificadas.
Pontos quânticos estimulados, em proximidade com células, controlam canais de iões.
Uma alternativa, afirma a equipa da Universidade de Washington, liderada pelo engenheiro elétronico Lih Y. Lin e pelo biofísico Fred Rieke, é o uso de pontos quânticos – partículas semicondutoras que confinam eletrões num espaço tridimensional. Quando estes capturam eletrões tornam-se eletricamente excitáveis e emitem luz com comprimentos de onda muito precisos, determináveis quer pelas dimensões dos pontos quânticos quer pelo material de que são foram feitos.
Atualmente, estes pontos quânticos estão a ser utilizados para outras áreas de investigação, como lasers, painéis fotovoltaicos e díodos emissores de luz.
Adaptado de:
http://www.biologynews.net/archives/2012/02/08/flipping_a_light_switch_in_the_cell_quantum_dots_used_for_targeted_neural_activation.html
