Atelocynus microtis, chamado de “cachorro-do-mato-de-orelha-curta” pelos brasileiros, é um canídeo selvagem que habita a bacia do rio Amazonas. Têm aproximadamente o mesmo tamanho de uma raposa e são muito difíceis de encontrar na Floresta Amazónica. Renata Leite Pitman, ecologista e veterinária, estuda esta espécie de carnívoro há quase 14 anos, e nesses anos todos, ela apenas conseguiu capturar e marcar 5 cães.
Têm uma pelagem escura o que torna muito difícil a procura por esta espécie, devido à vegetação da floresta tropical. Desta forma, os cães de orelha curta, conseguem também evitar predadores.
Alimenta-se de pequenos mamíferos, peixes e insectos. Competindo por alimento com muitos predores da floresta, como jaguares, ocelotes e outros cães selvagens.
São difíceis de estudar, pois são uma espécie muito tímida que evita cheiros humanos, sendo raramente filmados pelas câmaras que os cientistas montam nas florestas. Devido à sua raridade, não se sabe muito sobre o comportamento ou números ou a distribuição desta espécie. Mas Pitman acredita que os números estejam a baixar, devido à diminuição de presas e à desflorestação e também devido à introdução de doenças, como a raiva, por cães domésticos ou abandonados.
No link do National Geographic, podem ler uma notícia relativamente ao avistamento de um A. microtis, com um vídeo incluído.
Fonte: National Geographic, Wikipedia
