Parece uma relação estranha, mas investigadores da China e do Reino Unido publicaram, no “Journal of Financial Economics”, um trabalho que mostra uma relação entre estes dois indicadores.
Os investigadores analisaram todos os ataques terroristas que aconteceram nos EUA no período de 1992 a 2013. Neste período foram registados 569 ataques terroristas em todo o território norte-americano. A investigação recolheu também dados dos salários, prémios, bónus e outras compensações recebidas pelos CEOs das maiores empresas dos EUA.
Resultados
Os CEOs de empresas mais próximas de um atentado terrorista recebem em média um aumento de 12% comparativamente com os CEOs de empresas mais afastadas. Além disso, verificou-se uma situação de causa-efeito entre o atentado e o aumento de rendimento. Além disso, os CEOs tendem a preferir estes aumentos na forma de dinheiro (bónus ou aumento salarial), em vez de ações ou outras bonificações.

Adicionalmente, esta tendência é mais vincada em CEOs cujo o seu poder na empresa é maior.
Interessantemente, estes aumentos não acontecem para outros executivos, colaboradores ou trabalhadores dessas mesmas empresas.
Fonte: Dai, Y., Rau, P. R., Stouraitis, A., & Tan, W. (2019). An ill wind? Terrorist attacks and CEO compensation. Journal of Financial Economics. https://doi.org/10.1016/j.jfineco.2019.06.005
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