A Tarântula-zebra (Aphonopelma seemanni), também conhecida como tarântula-zebra-da-costa-rica, é uma espécie de tarântula da América Central. É um aracnídeo nativo da maior parte da região oeste da Costa Rica. Bem como nativo das Honduras, Nicarágua e possivelmente Guatemala. Foi primeiro descrita por Frederick Octavius Pickard-Cabrige, um aracnologista inglês, em 1897, com o nome Eurypelma seemanni.
A tarântula-zebra apresenta uma coloração corporal que varia entre o preto e o castanho escuro. Possui pêlos no abdómen de cor castanha escura, com um leve tom alaranjado. Mas a característica física única que a torna peculiar são as listras brancas que apresenta nos seus membros e em redor do” joelho”. Foi devido as estas listras que a espécie cunhou o nome tarântula-zebra. Existem também indivíduos que apresentam listras de cor castanha, em vez do habitual branco.

Uma tarântula-zebra. É possível observar bem as suas listras brancas nas pernas. Autor: Micha L. Rieser.
Habitam matagais semi-áridos abertos, territórios maioritariamente por arbustos e pouquíssimas árvores. O terreno não favorece espécies de animais muito grandes. Aqui as tarântulas gostam de cavar tocas bem profundas e normalmente encontram-se em grandes agregações. As tocas profundas protegem as tarântulas das elevadas temperaturas durante o dia e retêm humidade. Ao anoitecer, as temperaturas caem bastante, mas as tocas também não grandemente afectadas por tal facto. Assim, estas tocas são ideias para fornecer um abrigo onde as tarântulas possam descansar, fazer a muda e também alimentar-se das presas que capturam.
Alimenta-se principalmente de insectos, como baratas, escaravelhos, louva-a-deuses ou gafanhotos, ou de outros invertebrados. Em cativeiro é comum ser alimentado com uma dieta de grilos. É uma tarantula bastante rápida portanto consegue surpreender as suas presas e apanhá-las. O seu veneno não é conhecido por ser potente.

Vista frontal da tarântula-zebra. Autor: Jason Scragz.
A tarântula-zebra pode chegar a ter cerca de 10-13 cm de comprimento, incluindo o tamanho da perna. As fêmeas tendem a ser maiores que os machos e podem viver até aos 20 anos. Já os machos costumam viver até cerca de 5 anos, com apenas um ano de maturidade sexual. Como outras tarântulas e aracnídeos, ela produz seda usando as suas fiandeiras.
Fonte: Wikipedia, Aracnophiliac

