Por definição, uma impressão de orelha é precisamente a impressão gerada pela parte exterior da orelha, tal como uma impressão digital. Assim sendo, o Professor Kewal Krishan da Panjab University, na Índia, propõe que se use as impressões de orelha como forma de evidência de um determinado crime, uma vez que as características das orelhas são únicas e permitem distinguir dois indivíduos.
O Professor destaca que esta seria uma excelente ferramenta para a investigação criminal dado que é habitual os ladrões de casa, por exemplo, colocarem o seu ouvido junto de portas e janelas para perceber se está alguém no seu interior. Inevitavelmente, estes ladrões acabarão por deixar vestígios, neste caso a sua impressão de orelha, que poderá ser usada mais tarde para a sua identificação por parte da polícia.

(Esquerda) Impressões de orelha recolhidas no local do crime vs (Direita) Impressões de orelha recolhidas para comparação.
O método de recolha das impressões de orelha é em tudo semelhante ao que é usado para recolher impressões digitais dos locais onde um determinado crime ocorre. No entanto, já surgiram algumas notícias que colocam em causa a validade destas provas para aferir um culpado. Por exemplo, em 2004, um indivíduo foi preso por homicídio através da incriminação pela impressão de orelha. Mais tarde veio a constar-se de que esse mesmo indivíduo era inocente (ver notícia).
Fonte: Improbable
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