Parece estranho, mas há uma relação entre o contacto próximo com crocodilos e a vontade de apostar num dado jogo, como no casino. Esta é a ligação estabelecida por
O estudo teve por base a participação de 103 turistas na fazenda de Koorana Saltwater Crocodile na Austrália. Dos 103 participantes, 62 eram homens e 41 eram mulheres com idades entre os 18 e os 66 anos. Foi avaliado o comportamento de jogo de todos os participantes num simulador de jogo de casino. A situação controlo incluía a disposição da máquina para o participante fazer a sua aposta, e no outro grupo foi testado exatamente a mesma situação mas depois dos participantes terem estado a cerca de 1 metro de um verdadeiro crocodilo.
Foram avaliadas várias situações relacionadas com o comportamento face ao jogo, nomeadamente o tamanho da aposta, a velocidade da aposta, os pagamentos recebidos e as tentativas jogadas.
Resultados
Os resultados mostraram que os participantes que contactaram com os crocodilos e reportaram poucas emoções negativas derivadas desse episódio, apresentavam uma maior tendência para fazer apostas maiores comparativamente com o grupo controlo. O inverso acontecia com os participantes que haviam contactado com os crocodilos, mas que manifestavam vários sinais e emoções negativas relacionadas com a exposição ao perigo.
Assim sendo, o elevado estado de euforia e adrenalina intensifica a forma como os jogadores apostam apenas se essa situação não lhes causar algum tipo de sentimento ou emoção negativos.
Fonte: Rockloff, M. J., & Greer, N. (2010). Never Smile at a Crocodile: Betting on Electronic Gaming Machines is Intensified by Reptile-Induced Arousal. Journal of Gambling Studies, 26(4), 571-581. doi:10.1007/s10899-009-9174-4

