A Raposa-de-bengala (Vulpes bengalensis), também conhecida como raposa-indiana, é uma raposa endémica do subcontinente indiano. Pode ser encontrada nos contrafortes dos Himalaias, nas planícies nepalesas do Terai até o sul da Índia, desde o sul e este paquistanês até à Índia oriental e sudeste do Bangladesh.

Uma raposa-de-bengala a observar os redores. Autor: Sumeet Moghe.
É uma raposa relativamente pequena, com um focinho alongado, com orelhas pontiagudas compridas e uma cauda espessa. Cauda tem cerca de 50-60% do comprimento do corpo e cabeça. A sua pelagem dorsal costuma variar a sua cor, mas normalmente costuma ser mais acinzentada, acompanhada de uma pelagem ventral mais pálida. As suas pernas costumam ter uma coloração mais acastanhada ou avermelhada. A raposa-de-bengala tem um aspecto mais delicado que a raposa-vermelha. A cauda possui uma mancha negra na ponta, bem como a parte detrás das orelhas são castanhas escuras, com bordas pretas. Existe uma grande variação da cor das peles, que varia com as populações e com as estações, podendo variar entre o cincento e castanho claro. O comprimento médio de corpo e cabeça é de 46 cm, com uma cauda de 25 cm. Já o peso típico da raposa-de-bengala costuma oscilar entre os 2.3-4.1 kg.
Este mamífero pode ser encontrado por quase todo o subcontinente, com excepção das florestas tropicais e zonas extremamente áridas. O habitat preferido são pastagens pequenas e abertas, ou com arbustos e florestas espinhosas, ou habitats semi-áridos. A raposa-de-bengala parece evitar terrenos de acentuada inclinação e pastagens de ervas altas.

Uma progenitora a descansar perto da sua toca. Autor: Sumeet Moghe.
Estes omnívoros são principalmente crepusculares, ou seja, ativos durante o crepúsculo. Durante as horas de maior calor, as raposas escondem-se debaixo da vegetação ou nas suas tocas subterrâneas. Estas tocas são grandes e complexas, com múltiplas câmaras e várias rotas de fuga. Às vezes, podem ser apanhadas a apanhar sol, durante o nascer do sol ou o pôr do sol. Podem viver até aos 6-8 anos.
Alimentam-se principalmente de roedores, répteis, caranguejos, térmitas, insectos, pássaros pequenos e frutas. As jovens crias parecem alimentar-se principalmente de roedores, mas parecem ser também alimentadores oportunistas.

A cauda espessa da raposa-de-bengala possui uma mancha escura na ponta. Autor: Chinmayisk.
As raposas comunicam entre si, através de diversas gamas de vocalizações, incluíndo ganir, rosnar e latir.
A raposa-de-bengala escolhe um companheiro que pode ser para à vida, mas sabe-se que acasalamentos com outros indivíduos podem ocorrer. A época de acasalamento começa no Outono (Outubro-Novembro) e período de gestação dura cerca de 50-60 dias. A progenitora depois dá à luz a 2-4 crias na sua toca subterrânea. Ambos progenitores tomam conta das crias e participam na sua educação. Durante os primeiros meses, a mortalidade das crias é bastante elevada. Após 3-4 meses, as crias já foram desmamadas e saem da toca. Durante o dia, elas passam o tempo debaixo de arbustos, já durante o verão, elas descansão nas tocas.

Uma cria de uma raposa. Autor: Sumeet Moghe.
O estatuto actual da Raposa-de-bengala é pouco preocupante.
Os principais predadores desta espécie são lobos asiáticos e outros cães selvagens.
A principal e maior ameaça desta espécie é a falta de proteção do seu habita. No sul da Índia, menos 2 % do seu habitat potentcial encontra-se em áreas protegidas. As raposas às vezes são caçadas pela sua pelagem e carne (em alguns casos para rituais espirituais) e as pastagens em que habitam são muitas vezes convertidas em terrenos agrícolas, industriais e em plantações para bio-combustível, o que afectou a densidade das espécies. Outra grande ameaça para à espécie são doenças como a raiva ou a cinomose canina, que são transmitidas por cães não-vacinados e soltos, que se encontram nos seus territórios.
Fonte: Wikipedia

