A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, na qual os doentes perdem as suas funções cognitivas devido a uma destruição progressiva das células do sistema nervoso central (SNC).

A doença de Alzheimer começa com uma perda ligeira de memória. Com o passar do tempo, os doentes com Alzheimer perdem a capacidade de tomadas de decisão, pensamento e raciocínio (cognição). As suas personalidades e comportamentos alteram-se, e os doentes começam a sofrer de ansiedade e alucinações, num processo que se chama demência. Nas fases mais avançadas, os doentes precisam de ajuda para realizar as tarefas mais básicas do dia-a-dia, como comer e fazer a sua higiene pessoal.
A doença de Alzheimer tem, normalmente, início a partir da sexta década de vida. No entanto, há casos em que a doença começa a mostrar os primeiros sintomas por volta dos 40 anos e há também uma vertente familiar. Os casos de Alzheimer em idades mais precoces e a vertente familiar têm, geralmente, uma taxa de progressão mais rápida e com maior severidade.
Estima-se que aproximadamente 18 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de Alzheimer. A sua prevalência está associada com a idade e é a sétima causa de morte em pessoas de todas as idades. As mulheres são mais afetadas do que os homens, provavelmente porque têm uma maior esperança média de vida. Outros fatores de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer é o síndrome de Down, historial de traumatismos cranianos, estilo de vida sedentário e má alimentação. Embora ainda não comprovado, pensa-se que pessoas com mais baixa escolaridade têm um maior risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer e, por isso, o envolvimento em atividades estimulantes a nível físico e mental pode reduzir esse risco.

A doença de Alzheimer é caracterizada pela presença das chamadas tranças neurofibrilhares, e placas proteicas entre os neurónios. Esta acumulação de placas e de tranças neurofibrilhares leva à morte celular dos neurónios, e, portanto, a uma neurodegeneração progressiva.
As placas de Alzheimer são constituídas por uma proteína mutante, a β-amilóide, que deriva de uma proteína percursora, a APP (amyloid percursor protein). À volta destas placas de β-amilóide há axónios de neurónios mortos.
As tranças neurofibrilhares são formadas quando há a deposição da proteína tau, que normalmente estabiliza a célula nervosa (faz parte do seu citoesqueleto), que se entrelaça dentro do corpo celular, que histologicamente forma acumulações entrelaçadas.
Os sintomas associados a esta doença são uma direta consequência da destruição neuronal. Assim, doentes com doença de Alzheimer moderada a severa podem esquecer-se de acontecimentos passados (como contar a mesma história ou a mesma pergunta inúmeras vezes), têm dificuldade em desempenhar tarefas, como seguir instruções ou fazer a sua higiene pessoal. Os doentes com Alzheimer mostram também irritabilidade e agitação em relação a acontecimentos aparentemente insignificantes, e isto é mais comum ao fim do dia; as suas personalidades mudam dramaticamente, e os doentes tornam-se confusos, desconfiados, paranóicos e podem até tornar-se abusivos ou violentos para com as pessoas que o acompanham.
O diagnóstico é feito através de técnicas imagiológicas prescritas pelo médico quando há sintomas que o façam desconfiar desta doença. Assim, a ressonância magnética (funcional), a tomografia axial computadorizada e a tomografia de emissão de positrões são ferramentas muito valiosas durante o diagnóstico, já que permitem a visualização das alterações morfológicas e fisiológicas que ocorrem nos cérebros destes doentes.
Não há cura para a doença de Alzheimer. Os tratamentos disponíveis na atualidade têm como objetivo aumentar a memória destes doentes e melhorar a sua cognição. Os inibidores da acetilcolinesterase, aumentam a concentração da acetilcolina, um neurotransmissor que está em baixas quantidades nos cérebros dos doentes com doença de Alzheimer induzem melhorias, como a diminuição da agitação ou depressão, que, no entanto, são ligeiras. Também podem ser usados antidepressivos em simultâneo com os inibidores da acetilcolinesterase. É importante notar que o acompanhamento destes doentes por pessoal especializado é de extrema importância na manutenção de rotinas e na estimulação destes doentes através de uma alimentação saudável e exercício, tentando alcançar o máximo de qualidade de vida para estes doentes.
Kelly EB. GENES & DISEASE: Alzheimer’s Disease: Chelsea House Publishers; 2008.
Diseases and Conditions: Alzheimer’s disease. Mayo Foundation for Medical Education and Research (Consultado a 17-05-2016 em http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/alzheimers-disease/home/ovc-20167098)

