Kelletia kelletii é uma espécie de grande caracol marinho, um molusco gastrópode marinho pertencente à família Buccinidae, onde todas as possuem conchas em formas espirais, como se pode observar nas imagens. São grandes necrófagos e predadores que podem ser encontrados nas grandes florestas de algas gigantes (chamadas de kelp), pertencentes à ordem Laminariales; e nos recifes rochosos entre 2-70 m de profundidades desde a Ilha de Assunção no México até Monterei, no estado da Califórnia, nos EUA.

Um indivíduo da espécie Kelletia kelletii. Autor: Steve Lonhart / NOAA MBNMS
Foi descoberto por Edward Forbes, em 1850, onde recebeu o nome Fusus kelletii. O nome kelletii foi dado em honra do capitão Henry Kellett, que liderou a expedição durante a altura em que estes caracóis foram recolhidos.
Kelletia kelletii é a maior espécie de gastrópode, dentro da sua família Buccinidae, que pode ser encontrado no sul californiano. A sua concha espiral pode chegar a ter 17,5 cm de comprimento e apresenta uma palete de cores desde o branco até ao torrado, estando na maior parte coberta por pequenos organismos como esponjas, algas ou seres do filo ectoprocta.
A espécie apresenta dimorfismo sexual, sendo as fêmeas maiores que os machos. As fêmeas alcançam a maturidade sexual quando possuem 6,5-7 cm, enquanto os machos em tamanhos mais baixos.

Dois indivíduos, onde um demonstra o longo probóscis que está a utilizar para se alimentar do peixe morto. Autor: Steve Lonhart / NOAA MBNMS
Kelletia kelletii quando ainda são pequenos em tamanho, tendem a esconder-se no substrato marinho, enquanto os indivíduos maiores são mais fáceis de encontrar. São um grande predador e um animal necrófago, alimentando-se de animais feridos ou em decomposição no solo marinho. As suas presas incluem algumas espécies de caracóis marinhos, bivalves, entre outros. Como necrófagos, apresentam já um ménu mais expansivo, que inclui cefalópodes pequenos, ouriços-do-mar, estrelas do mar e alguns peixes.
Kelletia kelletii utiliza um proboscis extensivo para se alimentar, que sai da região da sua cabeça. Este orgão pode ter cerca de 2x o comprimento da sua concha, permitindo que este caracol alcance presas que esteja bem longe do seu alcançe. Muitas vezes, vários indivíduos desta espécie alimentam-se do mesmo cadáver em decomposição.

Várias fêmeas a depositarem os seus ovos. Autor: Chad King / NOAA MBNMS
Ás vezes pode ser encontrado a alimentar-se de animais, juntamente com certas espécies de estrelas-do-mar, que são seus predadores principais, se bem que esta interação não provoca uma resposta de fuga por parte dos caracóis marinhos.
Fonte: Wikipedia

