Boas tardes, o Animal em Destaque está de volta com o nosso próximo convidado, o Tritão-de-Crista. Esta espécie de anfíbios existe apenas na Europa, desde a França até à Rússia ocidental, incluindo no Reino Unido e na Suécia. A sua pele está coberta por pequenas verrugas e ainda possuí glândulas que segregam umas substâncias ácidas e ácridas que afastam os predadores. O seu nome provêm da maravilhosa crista que os machos desenvovem durante a época de acasalamento.
Chamado de Triturus cristatus pela comunidade científica, esta espécie de tritão pertence à família Salamandridae,à qual pertencem outros tritões e salamandras. E como a maior parte dos anfíbios, ele consegue regenerar membros ou caudas perdidas (porém esta habilidade diminui com a idade, e sabe-se que os tritões podem passar dos 16 anos de vida). As fêmeas podem chegar a ter 18 cm em comprimento, sendo os maiores tritões de toda a Europa. Estes tritões são geralmente pretos e amarelos ou laranjas com pintas pretas na zona ventral. Também possuem pintas brancas nos flancos e uma faixa da mesma cor na sua cauda vertical.
Preferem habitats perto de água doce, que são o seu território e campo de caça. Estes anfíbios nocturnos são comedores vorazes, alimentando-se de minhocas, lesmas e insectos em terra, enquanto na água, eles caçam girinos e moluscos. São animais territorias, porém não se afastam muito da água, para manter a sua pele húmida.
Eles entram em hibernação em Outubro até Março, passando assim parte da sua vida neste estado. Até que numa noite chuvosa, eles acordam e deslocam-se para o lago onde nasceram para acasalar. As fêmeas depositam 200 a 300 ovos, mas só metade chocam, libertando os seus girinos passados 21 dias. Estes pequeninos alimentam-se de pulgas de água ou de pequenas minhocas.
As populações de tritãos-de-crista estão a diminuir e são considerados espécies ameaçadas. Como tal, eles e os seus habitats são protegidos pelas Leis Europeias. Como tal são consideradas ofensas; possuir, magoar ou matar esta espécie, ou qualquer acção que leve ao seu mal-estar ou ao mal-estar do seu habitat.
E é tudo por hoje, espero que tenham gostado. Escrevi o artigo de hoje por sugestão do João e é a ele que dedico este artigo. O Animal em Destaque voltará na próxima sexta!
Luís M. Tavares


