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Sacred

Publicado a 15 de Dezembro de 2011 por barbara patricio Categorias: Quinta-Feira | B 4 B's 5 Comentários ☺

Hello Barbaritanos! (toca a pronunciar isto com um sotaque todo “british”!)

Como diria o outro (viva o James Hetfield!), “How can I be lost if I’ve got nowhere to go?”. Só por esta eu ficava-me já por aqui, acabava-se a crónica e íamos todos comer lentilhas com amendoins! Aposto que concordam comigo quando digo que é bem melhor continuar a escrever – no meu caso -, ou a ler – no vosso caso. Estar perdido significa não encontrar o caminho que nos leve a, saber tanto acerca da localização exata onde estamos como um orangotango a dar os seus toques artísticos no tricô às 6 da manhã. Mas também é verdade que se não temos nenhum local para onde ir, como é possível estarmos verdadeiramente perdidos? Perdemo-nos quando deixamos de ter conhecimento do local que definimos como meta. Se não existe um fim, um limite ao qual queremos chegar, desencontrarmo-nos é apenas um simpático eufemismo.

Sim, hoje apetece-me falar de música, comentar as frases mais profundas e com duplos sentidos! Eu percebo, ou perceberei, que todos nós, eu que escrevo, vocês que leem, em termos musicais, somos, ou seremos, bastante diferentes; ou então não, senão pensem bem comigo e sigam a minha linha de raciocínio: eu até podia chegar aqui, dizer meia dúzia de palavras acerca do bigodinho do Dave Grohl, compará-lo com o do Quim Barreiros (peço-vos para não reproduzirem isto em casa!), elogiar a loirice não muito profunda do Chris Martin, que muito diz, e com razão “if you never try you’ll never know”, sentir a agressividade dos penteados, looks e afins do Jared Leto, com todo o devido respeito que bem merece, e até podia comentar, meus caros, a diferença entre a estrutura facial do Twiggy Ramirez e da esplendorosa Lady Gaga, ou seria melhor dizer Stefani Joanne Angelina Germanotta? Já agora, acho pertinente dizer, coisa que vos vai parecer bastante estranha até aos olhos de vários E.T.’s como o maravilhoso ser que se encontra a 360º de distância de vocês, que os grandiosos Marilyn Manson têm um feat com a excelentíssima senhora referida acima. Não está nada que não se oiça, por acaso, por mais extremo que seja, de facto é, ficou estranhamente audível.

Mas… o mais importante que ia dizer: a música (ou Música?) é como uma linguagem universal que todos, todos sem exceção entendem. E não me venham com a conversa dos surdos porque a música não se ouve, sente-se. Serei tão alienada assim? Paro-vos o raciocínio com tremendas palavras: Ludwig van Beethoven. Pois, é realmente complicado explicar como, quando, onde e o porquê de se sentir a música, cada batida, cada ritmo, cada acorde porque, de facto, não há um como bem definido, os quando escondem-se no fim do mundo à espera de um novo inicio, os onde ficaram sem lugar algum para viver e os porquês nem sequer chegaram a contemplar existência. A música és tu, sou eu, é a Humanidade, uma flor, um jardim, a sombra ou a estrela mais longínqua e quase impercetível. É mais velha que o mundo, é mais velha que qualquer cor, forma e sabor! Não se consegue explicar! É música! É uma espécie de “but I still haven’t found what I’m looking for” que nos consola quando muito cruéis parecem as almas e que nos purifica em todo o Dó Ré Mi Fá Sol entregue.

E se comecei num nível muito acima, acabarei no mesmo nível de categoria, ambos grandes vozes, ambos grandes senhores, enormes seres humanos que trouxeram um pouco mais de sentimento ao mundo: Paul Di’anno entoa-te uma fantástica lição de vida à tua existência! Pensa nisto: Não deixarei que nada nem ninguém faça com que “lost my life” ou “lost my dreams”, “I have seen many things” mas nenhuma delas deverá mudar-te para algo pior! Basicamente, não perguntes “where is salvation now?” e transforma o que tens num “brave new world”!

Cumprimentos quase natalícios Barbaritanos!

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5 Comentários

  1. Some1 says
    15 de Dezembro de 2011 a 01:34

    De facto, a música define o nosso estado de espírito e até a nossa pessoa, e acompanha-nos sempre. Todos nós a sentimos, pois ela própria ajuda-nos a expressar os nossos sentimos…

    Bom texto, continua ! :D

    Pequeno reparo: de Quim Barreiros para Ludwig van Beethoven, acho que nunca vi esses nomes num único texto, portanto dou,te os Parabéns pela ousadia xD

    Responder
  2. anamartins says
    15 de Dezembro de 2011 a 20:10

    A Música é de facto uma linguagem universal e que nos transporta a um outro nível.
    Muito bom texto, parabéns x)

    Responder
  3. luistavares says
    15 de Dezembro de 2011 a 20:39

    Como sempre, está bestial. Óptima maneira de descontrair é lendo as tuas crónicas! :D
    Fico à espera da próxima colega ;D

    Responder
  4. Ricardo Almeida says
    15 de Dezembro de 2011 a 21:17

    Oh já acabou?! :P Gosto muito das tuas crónicas :)

    Responder
  5. barbara_patricio says
    16 de Dezembro de 2011 a 21:59

    Boas notícias: para a semana há mais! :D

    Responder

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